sábado, 4 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mundos Intangíveis
Vocês acreditam em realidades paralelas? Pois é, elas existem mesmo, são mundos dentro de mundos, como sonhos que sonhamos quando dormimos. Aquela realidade existe, só que em outro campo, são verdadeiras. Nas meditações e ritos atingimos esses campos e tocamos no mundo da teia criadora. Na maioria das vezes sentimos medo desses mundos intangíveis, mas não precisamos temê-los, são nossos, nossas realidades ampliadas, fruto de estrelas e galáxias distantes fisicamente falando, mas próximas espiritualmente falando.
Somos formados por átomos, o Universo também, dessa forma tudo que está encima ou embaixo, ou de lado estão e É cada um de nós. Reflita sobre isto e ao refletir sinta que seu pensamento também é intangível, mas ele existe, não é?
Minhas Viagens
Estarei viajando no próximo dia 29 de maio, domingo, para uma temporada na Europa. Vou a Alemanha, Estônia, Itália e Portugal. Sinto-me caminhando e cumprindo meu destino de mensageira da mensagem da Deusa, cuidado com a Terra e com os seres não falantes que nela habitam. De lá, onde estiver, enviarei notícias do meu dia a dia.
Retorno a Estônia, lugar abençoado pela energia da Deusa Mãe. É algo indizível a atmosfera mágica que envolve a terra estoniana. Se voces desejam tocar na humildade e na sabedoria de uma terra pode crer que essa viagem lhe pertence. Confira programação.
Formigando
Pensei hoje nas formigas
teimosas tentando entrar nas frestas das paredes
porosas e aconchegantes das casas humanas.
Era a chuva inundando
os palácios que elas tinham construído
embaixo da terra.
Menina ainda queria ser formiga
pra ver o cheiro da terra
e sentir a cor que surgia na escuridão
do meu coração solitário.
teimosas tentando entrar nas frestas das paredes
porosas e aconchegantes das casas humanas.
Era a chuva inundando
os palácios que elas tinham construído
embaixo da terra.
Menina ainda queria ser formiga
pra ver o cheiro da terra
e sentir a cor que surgia na escuridão
do meu coração solitário.
Flashs da comunidade miriniana
No dia 21 de maio aconteceu o forró da Mirim idealizado pelos jovens que lá habitam. Foi o forró do Curupira. Têve sanfona, zabumba e triângulo, coisas do meu nordeste, terra das Alagoas. E ao escutar Luís Gonzaga naquela sanfona melodiosa do povo de Camaçari, não pude deixar de lembrar de meu pai, homem da terra que com seu inseparável chapéu nos ensinou a amar a terra e dela cuidar. Ví a mesa farta de laranja, de aipim, milho, coisas das terras mirinianas que plantamos, sem venenos, livres de intervenções humanas, sementes crioulas, pura saúde. Deliciei-me com os sucos de jenipapo e quentõessem álcool. E dia seguinte têve mais festa, o aniversário da Mirim, eram seus 19 anos de oficialização. Simples e belo como tudo em nossa comunidade. Minha imensa gratidão ao povo que construiu esses momentos de amor e alegria.
domingo, 15 de maio de 2011
P´ra Maria Izabel
Menina branquinha saída da minha barriga
Cabelo pretinho contrastando cor e pelo
Saída em dia de sol dourado
Ventre da mãe, morada do infinito.
Água do olho, pura beleza e alegria
Peito vertendo leite guardado pelo tempo
Olhos de quem quer ver
O mundo.
Conhecer coisas da terra.
Hoje com outro serzinho na barriga
Soberana em condição de mulher
Pés descalços que nem criança,
Plantando árvore pra comer
Cuidando da pedra pra poder sentar
Amando Pagu, lagartixa, cobra,
Homem e mulher
Menina bonita, poeta, inquieta,
Sossega nesse amor.
Cabelo pretinho contrastando cor e pelo
Saída em dia de sol dourado
Ventre da mãe, morada do infinito.
Água do olho, pura beleza e alegria
Peito vertendo leite guardado pelo tempo
Olhos de quem quer ver
O mundo.
Conhecer coisas da terra.
Hoje com outro serzinho na barriga
Soberana em condição de mulher
Pés descalços que nem criança,
Plantando árvore pra comer
Cuidando da pedra pra poder sentar
Amando Pagu, lagartixa, cobra,
Homem e mulher
Menina bonita, poeta, inquieta,
Sossega nesse amor.
sábado, 14 de maio de 2011
Textos e autores/as
Hoje de madrugada estava lendo uma poesia e tive tanta vontade de colocar uma frase, apenas uma frase de uma das tocantes poesias do autor pra que voces pudessem se inspirar. Mas lendo com um pouco mais de atenção ví o que estava escrito nas páginas iniciais do livro: " Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, aramzenamento ou transmissão de partes deste livro, através de quaisquer meios, sem prévia autorização por escrito". Fiquei pensando que a belíssima poesia de Manoel de Barros (acho que não é proibido citar o autor) não combinava com a dureza destas palavras. A simplicidade da escrita, a quase loucura da letra, o sentir e falar a inexistencia não combinavam com as proibições. Não havia possibilidade da simplicidade amar as proibições. Elas não eram amantes, uma era a liberdade das formigas, das lesmas, das pedras; a outra era a dureza dos/as insensatos/as,a insensibilidade das leis elaboradas longe, muito longe do olhar da poesia que a vida oferece.
E fui me dando conta que não quero proibições em meus escritos, em minhas canções, não preciso lutar por direitos autorais, porque meu escrito ninguém pode ter, é meu, sai da minha alma, é minha carta de identidade. Minhas canções cantadas pelo mundo, minhas orações oradas dezenas de vezes por dia em muitos retiros e workshops, meus livros lidos por milhares de pessoas são uma bênção da Deusa pra mim, são as sementes que se vão pela Mãe Terra e plantadas em locais férteis, certamente frutificarão...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Das meditações, das revelações
Estava pensando no que escrever, na forma da escrita, era cedinho. Liguei o rádio em uma boa FM e fiquei escutando Raul Seixas falando que perdeu o medo das coisas, que aprendeu o segredo da vida... e aí foram chegando os pensamentos, sentí o plug se fazendo com o universo e a frequencia vibratória ir se estabelecendo. Os traços dos sonhos da minha noite iam se desfazendo e os desejos do dia iam emanando seus sinais.No último sábado, quando sentamos no templo da Fundação Terra Mirim para partilharmos nossa experiencia vivenciada no jardim, quando cuidamos dele e limpamos cuidadosamente o templo, falamos do cotidiano aparentemente repetitivo mas que nessa "repetição" inúmeros ensinamentos nos iam sendo repassados. Algumas pessoas falaram do ato de podar, da dor que sentiam ao cortar, outras falaram do ato mecânico de cuidar, outras descobriram a beleza da frase do livro de Éxupéry, O Pequeno Príncipe, onde a flor diz "Somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos..." e a Xamã escutava cada revelação e pouco a pouco decodificava junto com cada pessoa os ensinamentos da grande mestra, a Natureza.
A dificuldade de podar significando a relação com os cortes da vida, a morte que ronda a vida; o ato mecânico, significando a vida como uma repetição medíocre, o sistema social/político sugando e o ser humano sem se dar conta da manipulação que lhe é impingido; a revelação da responsabilidade por amor, "quando amamos, naturalmente nos tornamos reponsáveis por aqueles/as que amamos" falou a buscadora. E dessa forma saímos de nossa meditação preenchidos por um doce sentimento de paz e bem.
Essa meditação é aberta ao público e não tem custos. Todas as pessoas de boa vontade estão convidadas a participar.Acontece aos sábados, das 06 às 07:45hs
Dos/as irmãos/ãs vegetais
Estudando e dialogando com nossos irmãos/ãs vegetais percebo cada vez mais a fantástica inteligencia desses seres, sua capacidade de doação sem limites. Voces sabem, por exemplo,que uma mesma planta muda suas características dependendo do local que ela cresce? Pois é, tomemos o alecrim como exemplo. Ele se apresenta ao mundo em cinco diferentes versões, ou quimiotipos como é chamado e cada um deles tem propriedades diferenciadas; o que nasce no Brasil e na França têm mais alfa-pineno (agente anti-stress e eliminação de varizes e má circulação), o que nasce no Egito tem mais verbenona (agente excelente para tratamentos de doenças degenerativas do fígado), o da Espanha tem mais cânfora (agente estimulante do sistema nervoso central) e por aí vai.Vejam, quem dá essa capacidade extraordinária a mesma planta fazer esse trabalho tão profundo? Claro, podemos dizer que são as características da terra, do clima, etc e ok, é verdade, mas como ela, a semente, capta estas características? Lembro-me dos meus ancestrais me dizendo que cada planta serve pras pessoas que moram perto dela,na região dela e que eu deveria observar as plantas que nascem nos locais e que a partir delas eu saberia o que aquele povo necessita, quais as doenças mais prováveis, etc. E dessa forma só posso lhes dizer embevecida: que rede fantástica, que teia cósmica poderosa nos liga e nos faz um só! A planta sou eu, é você, ela respira eu, ela respira você.E lhes sugiro observar as plantinhas que mais nascem no seu entorno e estudá-las dialogando com elas, percebendo suas propriedades pra que você possa se cuidar e viver saudável.
domingo, 17 de abril de 2011
Pequeno Emanuel
Olha, já está no ar o primeiro relato do pequeno Emanuel. Pra você acessar basta clicar em http://emanuelmeninoderua.blogspot.com e poderá ler. Acredito que inicialmente será assim, uma forma quase livresca, depois não sei o que acontecerá. Voces podem me mandar sugestões,dicas. Essa criança que já nasceu sabendo dessa vida, que escolhe viver como um pequeno marginal e que tem em sua faca seu próprio bisturi vai me ensinando e me conduzindo ao que necessito escrever.E você,caríssimo amigo/a virtual, leitor/a contemplativo de uma visão ritualística vai tornando minha letra viva, pura e vibrante.
domingo, 27 de março de 2011
Portal de Emanuel
Em um dos ritos da bebida sagrada de San Pedro estava eu a contemplar a mim mesma...eram aproximadamente 04:00hs da manhã. O céu se fazia mostrar em parto para o dia e os primeiros tímidos músicos pássaros começavam a fazer ouvir suas canções...de repente no meu lado direito apareceu um jovem adolescente de aparentemente 12 anos de idade. "Sou o pequeno Emanuel e vou lhe contar histórias de minha vida" disse-me ele.E me contou a primeira história, o que compreendia da vida, quem era ele e tantas coisas mais. Sei que voces estão querendo a história, mas eu vou contar brevemente em um blog especial que se chamará Portal de Emanuel e será lincado com o blog da Xamã.
Me tocou essa forma da natureza imaterial, da realidade paralela se apresentar e me tomar por inteira. A visão se abrir e os mundos me mostrarem de forma tão clara sua dinâmica e existência. Afinal, voces já viveram realidades paralelas de forma consciente? Já tocaram mundos imateriais sem acreditar que estivessem loucos/as? Pois é , tudo isso é possível sem acharmos que estamos loucos/as, são mundos que se entrecruzam, redes da Deusa.domingo, 20 de março de 2011
Ritos, belezas e mitos
Cada setênio de nossa entidade significou uma revolução. Entradas e saídas...no primeiro ano de vida, muitas mães e pais a tomarem conta desse bebê recém nascido. Aos sete anos, uma grande revoada de pais e mães, era a criança já caminhando, não mais necessitando de tantos a tomarem conta dela. Aos 14-15 anos, o início de exposição no mundo e agora aos 21 o desejo de se mostrar completamente, realização de novas parcerias, novos casamentos. E eu e todas/os aqueles/as que permaneceram cuidando dessa jovem , olhando admirados sem saber muito o que fazer.
Digo a voces que não sabia que as instituições fortalecem e expressam os ciclos da vida.Mas estamos vivendo isto e ninguém pode negar, nenhuma teoria pode nos contradizer ou nos expressar, pois somos a prática de uma existencia, somos xamãs.
Por não saber o que fazer, pedimos ajuda a Deusa Mãe em nosso rito do dia 18 passado. Durante o dia, muita chuva, a água expressava suas bênçãos, tomamos e celebramos o banho de chuva. À noite, acendemos a fogueira e o céu mostrou suas estrelas.A lua,surgiu cercada por uma grande luz, mais parecendo um arco íris e entre a Deusa lunar e o arco, um oceano de amor, como falou uma das mulheres que estava no rito.Quanta beleza!
De madrugada ainda, levantamos e fomos em cada templo orar por nossa instituição e por nossa comunidade. Que a Deusa tenha compaixão e nos cubra de bênçãos era nosso pedido e nosso clamor. E assim o dia amanheceu em paz e nossos corações em confiança pelo que virá.
Plantando o milho
Deixamos que a lua parisse para só no dia seguinte ir visitá-la na Mãe Terra. Levamos de presente muitas sementes de milho , adubo curtido, cheiroso e nossa alegria. E começamos a plantar. O masculino fazia os berços e nós cuidávamos da plantação.Algumas cantavam, outras conversavam, naquele exercício feminino onde a conversa brota cheia de vida e de doçura. Falávamos de nós, resolvíamos nossas próprias questões e era uma só alegria, um só dizer. Terminamos plantando uma grande quadra de milho do bom, sem produtos químicos, limpinho e feliz. Pois não é que quando finalizamos a nossa oração de gratidão, a chuva caiu cheia de felicidade? Pois é,abençoou tudo e o campo sorriu com seus seres encantados.
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