quinta-feira, 13 de maio de 2010

XamAM na Itália



 A XamAM decidiu o ano passado iniciar um ciclo de palestras e apresentações. Foram quase sete anos de  silêncio. A fala era só nos grupos que fazia e nos escritas."Percebi que não tinha maturidade para falar sobre meu tesouro, o conhecimento e a sabedoria que brotavam de mim eram interpretados de forma inadequada, talvez nesse período eu estivesse frágil e não tivesse a sabedoria de doar aquilo que minha Mãe, minha Mestra, a Natureza me tivesse doando. Assim resolvi ousar calar". " Mas , ano passado," continua a XamAM "senti que meu tempo de expressar o xamanismo que trilho, que fala da Deusa Mãe, onde sou guiada pelos meus/minhas Avós, a Terra, o Ar, o Fogo e a Água precisava e queria se expressar. Deixo claro minha escolha, meu caminho pra que as pessoas possam distinguir as diferentes vertentes do xamanismo e assim possam decidir se querem participar do trabalho que realizo há uma dezena de anos."


E foi assim que os convites inúmeros se sucederam.Na Itália, belíssimas apresentações, publico lotando os espaços. O Congresso de Bagnacavallo, onde ao final da palestra as pessoas pediam mais e mais...em Bolzano várias palestras, além de entrevistas na televisão e nos jornais locais. No Centro della Pace à noite, era belo ver centenas de pessoas chegando, o auditório lotado e muitas pessoas retornando por não ter lugar pra ficar. Ao final, as canções e os aplausos que não cessavam. O tema: Ecologia Integrativa. Beleza de apresentação!Noite seguinte um encontro formal com os rotarianos e novamente a fala segura da XamAM e os agradecimentos calorosos daqueles homens (a grande maioria) e mulheres elegantemente trajados.

Bad Zwesten - Alemanha

09 a 12 de maio de 2010


São quatro dias de intensa jornada em busca do animal mestre...um vibrante grupo se constitui com a intenção de um trabalho totalmente xamanico, o encontro com o animal mestre é o encontro de cada um/a com sua força velada, seus sentimentos escondidos no labirinto dos campos imaginários. Acessar o campo pessoal, tocar no gerador da energia emocional e sair inteiro/a para trilhar sua História, também chamada Destino.
Nos dois primeiros dias a dança das cores com os instrumentos: tambores , maracas,  gongos chineses, sinos tibetanos é o ponto alto. O grupo mergulha sem trégua ao encontro de si mesmo. Em seguida, o círculo de partilha e a beleza em ver a sabedoria de cada pessoa, de cada curador/a que ali está. “Aguardo você o ano todo pra fazer esse trabalho “, diz um dos curadores à XamAM.














Os dois últimos dias são dedicados à construção da persona do animal, momento íntimo entre as mãos que tocam a argila, o gesso...e o sentimento que vem da mente e do coração. A dedicação é também direcionada para a construção da cabana da purificação. Em volta do fogueira os mantras são cantados e a dança celebrativa para os animais que surgem: rinocerontes, águias, corujas, aranhas....à noitinha a entrada na cabana. Uma chuva gelada cai abençoando o trabalho. Fora um frio penetrante, dentro da cabana um calor aconchegante. Dia seguinte a despedida, abraços de reencontro, olhares de amor e vida. E a XamAm segue seu caminho ensinando as ferramentas para que cada um/a possa colorir sua própria vida.

sábado, 8 de maio de 2010

Passagens de uma Viagem - Bélgica

Segundo dia da Bélgica

O sol chegava de mansinho e a XamAM despertou cedinho pra jornada de cuidar do corpo. As pessoas esperavam por ela na sala cuidadosamente arrumada para isto. A música suave indiana inundou o ambiente e durante duas horas o grupo foi mergulhando em si, conhecendo com detalhes o corpo e suas reações.




Em seguida, os atendimentos individuais e à noitinha um belo círculo de partilha, canções danças e a despedida. Muita alegria e lágrimas de felicidade por tanta beleza!





Sete de maio de 2010


Carta da Bélgica – pequena partilha.       

Caras pessoas,
A chuva fininha cai e o ar frio, fresco, vai povoando a paisagem. As flores mostram suas cores vivas e plenas de pura beleza se revelam. A Xamã está aqui, atendendo pessoas, fazendo círculos de partilha, falando sobre a existência. São momentos em que é vista meditando sobre si mim mesma, mergulhando no grande caldeirão de sentimentos, conceitos e pouco a pouco como uma antiga tecelã transformando tudo que ainda a aprisiona.
Enquanto aguarda a próxima pessoa, senta-se próxima à janela e observa a paisagem lá fora. As montanhas a reconhecem e os animais brincam entre si. Os pequenos lagos se enchem de vida e transbordam amor. Nuvens cinzentas e um raio de sol que teima em existir e se fazer presente. Um traço da Xamã, um pequeno raio de sol nas paisagens quase sempre escuras da vida. Da natureza que clama, da Avó Água que inunda, do Avô Sol que explode em chamas através dos vulcões, do Avô Ar que varre através dos furacões e tornados as paisagens, da Mãe Terra que mostra suas feridas e urra com seus terremotos.
À noitinha o círculo de partilha. Os temas mais solicitados : transformação, busca de consciência para um novo ciclo, menstruação. E no final os cânticos com tambores e a dança resgatando memórias e fazendo renascer a força da vida.Antes de dormir, a Xamã clama com todas as suas forças a Oração da Grande Mãe enquanto escuta uma suave música ao piano. Bons sonhos, que seja uma iluminada noite para todos/as.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

XamAM em jornada

Seis de maio de 2010 ,

Colônia,Alemanha

Estou aqui na Alemanha, ontem fiz um belo círculo de partilha em Colônia, a chuva caía sem parar, a temperatura ia a 7 graus, mas o calor aconchegante da sala nos fazia cantar e celebrar o tempo que ali estávamos. Antes dali dei uma entrevista na rádio WR5 e a jornalista, Atiga, foi de um interesse incrível sobre o xamanismo e a ecologia integrativa. Tudo vai caminhando e ciclos vão se abrindo e outros, fechando. Hoje, sigo pra Bélgica...

domingo, 4 de abril de 2010

Círculo de Partilha


A Xamam Alba Maria mergulhou há vinte e cinco anos nas sendas do xamanismo. Filha de pais com traços marcadamente nativos, foi chamada pelo Caminho desde que aos sete meses de idade viveu a experiência de um sintoma físico que a retirou do convívio natural com as outras crianças. Em sua solidão, aprofundou e ampliou seu campo imaginário tocando realidades desconhecidas e inacreditáveis para os adultos que a cercavam. Nas partilhas, à noitinha, responde temas pertinentes ao Caminho e se deleita partilhando saberes de sua própria existência.

Participante: Alba, essa noite eu tive um sonho, um sonho onde eu estava, vamos dizer entre o bem e o mal e passei por um momento difícil durante o sonho por causa de uma tempestade e quando tudo terminava, eu senti um amor muito pacífico dentro de mim, o gosto do amor pelo amor. Depois do desjejum quando conversamos, eu experimentei o mesmo sentimento, eu queria que você falasse um pouco sobre esse amor pacífico.
Alba: Ele é pacífico, por que é sem desejo, sem expectativas, nada quer. Quem nada quer pode caminhar sem problemas, sem ter que fazer articulações, sem precisar fazer planejamentos, sem precisar fazer negociações; o verdadeiro amor ama por que ama. Algumas pessoas têm flash desse amor, outras vivem nesse amor e a maioria não toca esse sentimento nunca, nunca, nunca. De verdade, ele não é um sentimento, é um estado de pacificação interior, as palavras não conseguem explicar, então se diz:” Tô sentindo uma paz”. Esse estado, essa permanência nesta vibração é tão pacifica que se consegue diluir os desejos e todas as necessidades. Uma profunda e completa respiração, nem inspiração ansiosa, nem expiração medrosa, simplesmente um movimento pacífico,  sem interferir no movimento da natureza. A permanência na perfeita harmonia, tudo em perfeito equilíbrio, incluindo nossos corpos, então se pode respirar, nada em desequilíbrio, por que dentro de si tudo está sendo amparado pelo corpo sutil da Existência, um instante muito abençoado.

domingo, 28 de março de 2010

DEIXE-ME VIVER!




Os pássaros, as cigarras, as galinhas, os galos, os bois e vacas nos pastos anunciavam o doce amanhecer. Eram puros em seu despertar e cantavam seu canto de amor. Não imaginavam que a morte desigual estaria rondando suas vidas. Eles que nos ofertavam canções de vida não teriam direito de viver a própria vida.A selvageria de nossas crenças os predestinavam à dolorosa morte daqueles que são indefesos.

Confira os videos sobre o tema:





Você bebe leite? 28 coisas que você deveria saber:
http://www.youtube.com/watch?v=D2J6phADJvY


Conheça sua Carne (Meet your Meat) (parte 1 de 2):
http://www.youtube.com/watch?v=FYcfpf5AW6s&feature=PlayList&p=49858F231084748D&playnext=1&playnext_from=PL&index=3

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Partilha da Xamam

O dia nasce sereno, o cantar dos pássaros se faz ouvir nos arredores. Lanço minha oração à Deusa Mãe e clamo por Seu amor. Vou seguindo cantando minha canção em um diálogo constante com as ervas. Lá, no espaço onde planto e cuido delas, sento e medito, respirando a paz que elas emanam. Lembro da conversa que tive com um griô, homem antigo da região, um "zelador", conhecedor dos caboclos, das energias subjetivas. Olhando pra ele, me vi também, uma zeladora, cuidando constantemente dos ensinamentos da Deusa. Renunciei a tudo que não me acrescentava, a tudo que o mundo da fantasia me ofertava. E o preço foi precisar estar comigo, me conhecer, me revirar pelo avesso. Assumir minha forma, meus cabelos brancos, meu corpo já não tão ágil, mas definitivamente meu.


Em minha felicidade me vejo cantando e celebrando, vivendo meu sonho, seja em estado onírico, seja em estado de vigília. Não importa, o reconheço sonho meu, em mim, nas minhas células, no meu corpo, na minha alma.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Círculo de Partilha

Há 25 anos que a Xamam Alba Maria (AM) se dedica ao xamanismo. Academicamente uma psicóloga, porém se sabendo uma mulher filha da Terra e dos dizeres da Mãe Natureza, renunciou aos caminhos da academia e seguiu os ensinamentos de seus Avós, os Quatro Elementos: a Terra, o Ar, o Fogo e a Água. Contempladora e devota da Irmã Lua e do Irmão Sol realiza ritos e jornadas nos Campos do Mundo: Chapada Diamantina, Peru, Índia, Alemanha, Itália, Islândia, Estônia e na Fundação Terra Mirim em Simões Filho, Bahia (Brasil), onde vive.

Pergunta: O que é o xamanismo Alba Maria?
AM: Xamanismo é uma ciência, uma ciência espiritual. Abrangente porque ultrapassa os campos de realidade convencionais e toca em campos ou em realidades paralelas e assertiva porque mergulha sem medos em realidades interiores buscando curar e cicatrizar núcleos feridos dos seres humanos.

Pergunta: O que é necessário pra se tornar um/a xamã?
AM:
Um sinal interior, um chamado ardente da alma. Uma identificação profunda com a Natureza. Diferente da ciência acadêmica, o/a xamã não faz o caminho, é o caminho que faz o/a xamã. Acrescente-se a isto tudo uma disponibilidade total para mergulhar em seus próprios infernos interiores e sair de lá vivo, isto é, ultrapassar a linha que existe entre a sanidade e a loucura e tocar a Unidade onde se localiza a real moradia da Deusa Mãe.

Pra conhecer um pouco mais, leia:
A Voz dos Quatro Elementos - Alba Maria – Ed Kalango
Xamã do Tibet – Master Maticintim - Ed Kalango
Mistério das Avós - Alba Maria - Ed Kalango

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Círculos de Partilha.

...à noitinha, no templo, construção primeira da comunidade Terra Mirim, Alba Maria realiza os Círculos de Partilha onde escuta orações e clamores de cada pessoa que por lá passa. Em seguida, a Xamam oferta seus ensinamentos. Publicamos aqui alguns trechos destes momentos.

Buscador: Eu estava pensando sobre o jogo de imitação onde buscamos reproduzir aquilo que deu certo no outro, v fala sobre isto, por favor: o outro, o espelho.
Alba:
Sim, posso falar. O outro é o código de você mesma decodificado. Ao me deparar com alguém diante de mim, com todas as suas emoções e atitudes, eu, na realidade estou vendo a mim mesma, duplicada, e este meu duplo se apresenta tão evidente que muitas vezes nem percebo que o que vejo sou eu mesma, materializada, confrontando e desafiando em mim a coragem de me revelar. Minhas emoções, meus valores, desejos e julgamentos se mostrando em um grande espelho. A célebre questão quem sou eu se revela, mas como em todo espelho a imagem se mostra invertida, e dessa forma caio no jogo ou na armadilha e não me alcanço, vejo um outro em meu lugar e o nomeio como tu ou ele/a me distanciando de mim mesma.

Buscador: Você quer dizer que tudo que vejo é eu mesma?
Alba:
Sim, quero dizer exatamente isto mesmo. Só podemos ver aquilo que existe dentro de nós. Veja, por exemplo, um texto, cada um lê o mesmo texto, no entanto as interpretações são completamente diferentes. E por quê? Porque cada um faz sua própria leitura de acordo com seus valores, suas crenças e interpretações pessoais. Nossos olhos estão fechados, estamos, na maioria das vezes, em um sono profundo, e à medida que vamos abrindo os olhos passamos a enxergar profundamente tudo que está ao nosso redor. Passamos em um caminho, encontramos com alguém e só conseguimos enxergar aquilo que já está revelado dentro de nós, aquilo que nossa consciência já nos mostrou. E nesses momentos a iluminação ocorre, diante desse outro que nomeio tu, ele/a, passo a perceber que o pronome correto é eu, sem separatividade, sem barreiras, esse outro com tudo que pude perceber dele/a, suas invejas, dores, alegrias e paixões sou eu mesma. É belo demais, e tudo isto sem gastar nada, gratuito, diante de mim, eu mesma.

Pra conhecer um pouco mais, leia:


A Voz dos Quatro Elementos - Alba Maria – Ed Kalango
Xamã do Tibet – Master Maticintim - Ed Kalango
Mistério das Avós - Alba Maria - Ed Kalango

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Círculo de Partilha na Estônia!

Vejam,


O Circulo da Partilha na Estonia realizado em 11 de agosto, foi publicado no site estoniano: http://www.bioneer.ee/ . O mundo está na porta das mudancas!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Círculo de Partilha

O xamanismo que Alba Maria traz ao mundo é aquele, que tem como suporte básico, os Quatro Elementos: Água, Terra, Fogo e Ar. Toda concepção de sua linha de trabalho é inspirada na Deusa Mãe, Mito Feminino, o originador de todo o Universo. Para cada elemento da natureza existe uma direção, que norteia a vida e o destino de cada um (a).

Buscador/a: Você pode, por favor, me explicar o significado da Direção Oeste?
Alba
: Sim. Esta direção é a expressão viva do feminino. Ela significa a escuridão, o vazio, a possibilidade de mergulhar em terras até então desconhecidas. É o portal onde, em se penetrando, pode-se perceber a fonte de toda a Existência, pois é de lá que todos/as nós viemos e é para lá que verdadeiramente retornaremos um dia. A Deusa que guarda este portal fala através do silencio e do eterno, pois Ela mesma fonte do invisível, traz marcada em si própria a história de cada átomo que nos povoa, conhecedora, portanto, do enigma do Universo e do que está além dele. A Terra é seu principal Elemento, sua cor é a negra e suas qualidades são mudança e transição.

Buscador/a: Como posso me conciliar mais com esta direção?
Alba:
Invoque à Grande Mãe as energias do perdão e da misericórdia e principalmente agradeça pela sua vida, pela vida das pessoas –incluindo aquelas que não lhe são queridas – e pela vida do Universo. Faça isto com a consciência daqueles/as que estão despertos e prontos para servir ao Universo.

Pra conhecer um pouco mais, leia:
A Voz dos Quatro Elementos - Alba Maria – Ed Kalango
Xamã do Tibet – Master Maticintim - Ed Kalango
Mistério das Avós - Alba Maria - Ed Kalango

Caminhos dos ancestrais na Estônia - Notícias - Dia 9

Nono dia – Um maravilhoso desjejum nos aguardava com verduras frescas tiradas da horta, morangos frescos, pão caseiro, mel do local e chá do jardim de ervas. Em seguida fizemos uma profunda partilha, nos despedimos e seguimos rumo a Leesoja onde vive a decidida xamã Thule Lee. O local aguardava por nós, cheio de flores e perfumes de ervas. A xamã nos recebeu de braços abertos. Percebi que ter vindo aqui em anos anteriores, serviram pra que ela confiasse em mim e pudesse nos receber de forma tão amorosa. Vi também o excelente trabalho de Ylle, nossa estoniana que vive na comunidade de Terra Mirim, que cuidadosamente manteve vínculos de aprendizagem com Thule Lee. Uma verdadeira celebração! Estávamos em casa. Ficamos acomodadas todas juntas em uma espécie de mezanino de uma antiga casa que guardava os alimentos e acolhia os mortos da família. “Aqui ficavam nossas preciosidades: nosso alimento e nossos mortos”, me falou a xamã. Ylle foi explicar ao grupo os detalhes daquele espaço, a mesa que faríamos nossas refeições, os sanitários alternativos, a lagoa, o local onde realizaríamos nossa cabana da purificação, o tip e principalmente o local onde o estoniano nasce, vive e morre: a sauna construída de madeira local, esquentada com lenha da própria mata, limpa com água da fonte e perfumada com ervas do jardim. “Aqui resolvemos todos os nossos problemas”. À saída da sauna, um incrível ofurô. Tudo construído de forma original, sem adereços importados e por isto nos remetia a misteriosos espaços interiores. Preparamos-nos para nosso rito da sauna onde a xamã Alba Maria passaria ensinamentos para deslocamentos de padrões e abertura dos sentidos. O belo e poderoso rito se estendeu até a madrugada, intercalado por banhos no lago de águas geladas.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Caminhos dos ancestrais na Estônia - Notícias - Dia 8


Oitavo dia – Acordamos cedo, fizemos nosso rito de despedida e partimos. Paramos para almoçar em um restaurante típico em Värska, e seguimos rumo a um local escondido entre os pântanos: Viruna. Lá ficaríamos por uma noite para vivenciarmos a canoagem dentro dos lagos pantanosos. Às 22:00h seguimos conduzidas em um trator, livrando-nos dos galhos que pendiam na pequena estrada, sentindo a noite e sendo tocadas pelo silêncio. Caminhamos até o pântano, pegamos as canoas e fomos flutuando pelas águas escuras de Nätsi-Võlla. Agora já estávamos um pouco mais treinadas no exercício de remar, era só usufruir, sentir a profundidade daquele silêncio, seguir o guia Mart e relaxar. No retorno, mais aventuras. Como a noite chegava, o céu estava encoberto de nuvens e só tínhamos frágeis raios de lua. Precisávamos aguçar nossos sentidos. E foi assim que algumas de nós atolaram no pântano, tropeçaram nas árvores caídas, tomaram chuva, choraram e se divertiram, vivendo aquela provocativa realidade paralela. Na volta, a força e a vida tomaram conta de nossos corpos e fomos nos deleitar na incrível sauna estoniana.
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