segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Livros e lançamentos
A Editora kalango lançou em apenas um mês 04 novos livros no mercado: "Modernidade sem Rosto" da autoria de Adroaldo Belens, "A Palavra como Ferramenta de Gestão" de Matilde Schnitman, "Identidade Vacilante" de Fabíola Kalil e o último, no dia 10, sexta feira "Léxico Polissemia Humor e Leitura" de Luciene Aguiar, um estudo do léxico nas crônicas de Veríssimo. que é um estudo sobre um dos livros de Luís F. Veríssimo, na Livraria Cultura.Belos trabalhos desenvolvidos com o empenho típico do editor Dhan Ribeiro.Esperamos que a editora tenha o sucesso que merece e que sua área financeira seja recheada de $$$$ e felicidades.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Xamânica Cidadania
E a XamAM juntamente com o povo de Terra Mirim chamou as comunidades do Vale pra discutir a realização da duplicação da BA 093, empreendimento aprovado pelo Governo e ganho pela Concessionária Bahia Norte. Para dizer a verdade, eles chegaram já destruindo tudo, falando em progresso, sustentabilidade (eu hein, que usurpação de uma palavra tão linda!), não consultaram as comunidades, foram espalhando seus funcionários, tratores e máquinas por toda nossa rodovia, foram chegando como se ali não existissem oito comunidades que vivem ali, muitos nascidos e criados no local.
Terra antiga, terra dos tupinambás,dizimados e enxotados pela colonização. Àquela época, eles vinham trazendo seu poder e inúmeros escravos que julgavam fôssem também propriedades deles. Uma terra portanto cheia de história, de tambores, de capoeira, de luta, sofrimento e alegria apesar de tudo. Naquela época foi assim, hoje, o mesmo poder se arvora o direito de destruição, de invasão cruel. As armas mudaram. Agora as máquinas substituem o aparato militar, a arrogância se une ao cinismo de "será tudo compensado com projetos sociais" mas a aquiescência do "poder concedente" como eles dizem, ou seja o Estado, o CEPRAM, o IMA e todos os órgãos ambientais se unem de forma acintosa ao capital falando em sustentabilidade e geração de emprego e renda. Na luta pela cidadania, fomos aos órgãos municipais locais e contamos com o apoio do nosso Prefeito, de alguns vereadores, de uma deputada, do gestor da APA Joanes Ipitanga e claro, do povo. Paralisamos a BA, tocamos nossos tambores, caminhamos pela rodovia com palavras de ordem em um exercíco de organização popular. Contamos também com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária. Dia seguinte nos chamaram pra uma reunião onde o prefeito e a comissão constituída se fêz também presente. A promessa de repensar tirar daquele local a praça de pedágio, nossa maior reivindicação. Essa praça vai dividir nosso município e nosso direito de ir e vir fica comprometido por um valor de R$5,00 (ida e volta) que será instituído a cada vez que quisermos estar com nosso povo. É injusto, é absurdo!!
Sr Governador, votamos em sua pessoa na esperança de um governo do povo e para o povo, portanto não nos traia, nao permita esse ato indecente!! Dia 03 teremos uma reunião com as comunidades locais a fim de nos prepararmos para a consulta pública no dia 10, onde todos, estarão presentes, povo, gestores municipais, autoridades e a concessionária. Você também é nosso/a convidado/a. Venha fazer parte desse histórico momento onde quilombolas, mestiços e brancos se unem em busca de que seja escutado seu clamor de cidadania e de defesa da Mãe Terra. Todos os encontros se dão na Fundação Terra Mirim.Dias que se foram
E os ritos foram lindos demais!! As ervas chacrona e mairiri e o cacto sagrado peruano de Wachuma fizeram verdadeiros acordes de paz e luz. Canções surgidas através do amor guiavam a noite redonda das luas cheias que se multiplicavam em generosos seios de puro leite da Deusa. O salão da ayahuasca está se aprontando e provavelmente em janeiro faremos a inauguração. Uma bela festa nos aguarda. Prepare seu coração e diga sim a sua alma. Venha sem medos de ver os ditames da Deusa em seu ser.É pura luz...como diz nosso sonhador ayahuasquero Dhan Ribeiro.
domingo, 31 de outubro de 2010
A XamAM nas terras peruanas
Pois é, tive tantos problemas esse mês com a tecnologia que meu blog ficou super atrasado! Quero pedir desculpas a todos/as vocês…primeiro foi meu notebook que travou lá no Peru e me deixou na mão. Claro, vocês podem dizer "ah, mas no Peru tem inúmeras lan houses" , e tem mesmo, porém a XamAM estava nas montanhas, com um grupo de 20 pessoas, fazendo ritos constantemente. E quando cheguei no Brasil, recebi a notícia que havia perdido todos os meus dados. Dá pra compreender o atraso nas atualizações?
Mas, vamos falar no Peru. Digo a vocês que foi uma lindeza. Os ritos de San Pedro, da cabana da purificação, das oferendas à Pacha Mamma…caminhar aos pés do monte nevado de Salkantay. Indizível!
Claro, que em muitos momentos o corpo físico e emocional gritava e aí tinha que parar e cuidar. Mas a beleza final, a chegada em Machu Picchu foi um sonho! Só quem chega lá pode entender o que falo. Cedinho ainda nos encaminhamos pra o local sagrado, uma enorme fila já estava aguardando o ônibus pra subir. E seguimos pelas estradas serpenteadas a fim de vivermos o sonho de tocar a cidade sagrada. Na entrada, a emoção brotou nos olhos e coração de muitas pessoas, as lágrimas rolaram e a alma falou. Que beleza!! Outros, pelo assustamento do encontro se tornaram agressivos, "rebeldes". A XamAM já sabia disso, afinal são 20 anos de caminhadas.
Os milagres aconteciam com as bênçãos da Deusa, imaginem que duas pessoas do grupo haviam esquecido seus passaportes no hotel em Urubamba e para entrar em Machu Picchu você precisa desse documento. A XamAM ficou por último pra entrar com as duas. E na entrada, a pessoa responsável solicitou o passaporte da XamAM, entregue o documento, ela olhou pra duas pessoas e simplesmente disse: podem entrar! Eram as bênçãos das Mestras que nos acolhiam. sábado, 30 de outubro de 2010
Livros Baianos
A Editora Kalango cuida dos livros da XamAM com o carinho que é peculiar a essa empresa baiana localizada na Fundação Terra Mirim.É tocante ver as horas dedicadas pelo editor a cada detalhe, a cada reedição dos livros,não só da XamAM, mas a todos os livros que fazem parte do catálogo dessa empresa, que com recursos próprios vai trazendo ao difícil mercado editorial brasileiro suas inovações e sua ousadia. Prestigie o que é nosso e acesse o site da Editora, comprovando a palavra da XamAM. Importante salientar que pela qualidade desenvolvida em seus trabalhos a editora já conseguiu vencer alguns editais e publicar livros de excelentes autores baianos. O lançamento mais recente, ganho através de edital Secult- Ba, foi a série Licuri, composta por tres livros, no dia 27 de outubro. Outro trabalho muito lindo, de responsabilidade da Kalango, é o livro Lendas Africanas da autora Iray Galrão. Pra quem gosta de saber a origem do mundo de acordo com a cosmologia africana, esse livro é imperdível, aliás, eu digo a vocês que as escolas da Bahia deveriam adotá-lo em seu cotidiano.
Sonhos de mim
Quando cheguei do Peru, havia tanta coisa a fazer, tantas reuniões me aguardando. Porém meu corpo pedia sossego, recolhimento, afinal tinha vivido tantos ritos e um sem número de revelações haviam me sido ofertadas. Fui andar pela nossa mata atlântica, região onde se encontra a Fundação Terra Mirim (FTM), aqui em Simões Filho e solicitei força. Ví um forte índio à minha frente com o peito nu, calça até os joelhos e na cabeça um imenso cocar. Todos os detalhes eram azul e branco. Ele me sorria e me passava energia. Seria essa visão um sonho? Sim, era um sonho de uma outra realidade que se apresentava a mim naquele momento. Ele, um caboclo de pele dourada vinha responder ao meu pedido de ajuda. Saí da mata renovada e pude continuar os projetos sociais com o povo das oito comunidades de nosso entorno. Consolidar minha participação nos Conselhos Municipais, fortalecer as comunidades e encorajá-las a buscar seus direitos. Agora, uma nova missão se apresentava: reunir o povo pra discutir os impactos que os "melhoramentos" da rodovia BA 093 nos traria. Junto com a área ambiental, mobilizamos povo, gestores municipais e representantes da construtora responsável pela obra. Uma forte reunião aconteceu em nossa instituição. A partir daí, formamos um comitê que já se reuniu uma outra vez e outras reuniões já estão planejadas. A Prefeitura local mostrou-se do nosso lado e apresentou um pedido de embargo da obra até que tudo fique claro entre as diversas partes envolvidas. Queremos melhoramentos sim, por direito e não por imposição. Afinal somos nós que vivemos aqui e que lutamos por uma vida melhor . Esse é um outro sonho da XamAM, por isso ela vive incentivando comunidades, realizando mutirões, recebendo jovens pra experiência residencial em sua comunidade Terra Mirim.Que os guias nos ajudem.
Desdobramento de Ações
E a vida no Vale do Itamboatá, região onde a Fundação Terra Mirim (FTM) está localizada e onde a XamAM vive, continua pulsante. São histórias de violência, de falta de sensibilidade, de escolas sem aulas, de dores do feminino. Mas nada disso impede o ânimo da XamAM em continuar seu exercício de cidadania. Digo a vocês que `as vezes me bate um cansaço, um "não tem jeito" me chega. Mas lembro dos animais famintos desse vale, das árvores destruídas,das crianças sem suporte, das mães corajosas e dos homens de bom coração. E sigo. Faço arte com os jovens voluntários que aqui chegam das cidades querendo ajudar na reconstrução solidária desse mundo. Vou com eles, deixo-me guiar por seus instrumentos musicais e por seus sonhos.
E dessa forma foi realizado o Ecoart, um evento muito belo que contou com a participação, entre outros, de 80 capoeiristas. A roda se fez e nosso Mestre Dal dirigiu os batizados daqueles jovens que trazem no sangue os sagrados vírus da Mãe Terra da resistência e da coragem. Há que se manter viva a importante tradição e a XamAM ora e trabalha pra que um raio de luz possa surgir e a tradição consiga sobreviver.
Poetando na Lua Cheia
O dia chuvoso parecia anunciar uma noite fria. A terra agradecida acolhia o sêmen que vinha do céu nublado, o silencio dos pássaros nos chamava ao recolhimento e a reflexão. À noite, um grupo de buscadores se dirigiu à mata atlântica local para um realizar um rito xamânico com uma das poderosas ervas utilizadas pelos curadores e mestres da Tradição indígena. A XamAM, que traz no sangue a marca das três raças, sente o local, o odor do amor e da força. A lua vai surgindo no céu, brilhante, linda, qual uma nave a aguardar aquele pequeno grupo de buscadores. A noite se transforma em um dia claro e as nuvens se retiram abençoando o momento sagrado. E os poetas poetizam, a nave nos conduz, a Senhora dos Mundos nos acolhe em seu colo de Mãe Eterna.Os poderosos cânticos se fazem e a oração ecoa pelo Vale com a intenção de paz e sossego. Possam os senhores da guerra e da destruição escutar nosso clamor. E que a Deusa nos guie.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Xamanismo
Há muitos anos, quando a XamAM iniciou esses caminhos de escuta das matas, das pedras, dos seres visíveis e invisíveis achavam que ela estava indo por caminhos falsos e perigosos. As centenas de clientes da XamAM incomodavam aqueles/as cujos consultórios permaneciam vazios. A psicologia bateu pesado e os invejosos criaram fantasias e mentiras em torno daquela que ousava trazer algo que nunca havia sido escutado e pensado na Bahia e pode-se mesmo arriscar dizer, no Nordeste. Era um tempo difícil e cheio de armadilhas. O tambor tocado era confundido com seitas religiosas, as vivências eram condenadas, o estilo da XamAM questionado até a última gota.Mas a mulher da terra acreditava e seguia seu destino. Muitas vezes sozinha, chorando na mata, pedindo ajuda a seus avós. Sem compreender porque tanta perseguição olhava o infinito e clamava por justiça e força.O tempo, companheiro do espaço a acolhia e dizia baixinho, paciencia. A Europa a chamou e a Alemanha a resignificou, em seguida vieram Itália e Suíça.
Hoje, o xamanismo é aceito, virou moda e a XamAM segue feliz pelos caminhos que ela mesma escolhe fazer, livre por conhecer a vida e confiar em sua própria sabedoria ditada pela Deusa Mãe. E tantos/as que a condenaram, hoje se dizem xamãs. "É verdade, muitos/as desses/as que aí estão nunca suportaram uma busca da visão por mais de tres noites, reclamavam do frio, dos jejuns...mas o tempo segue seu percurso e o espaço sua rota."
Hoje, o xamanismo é aceito, virou moda e a XamAM segue feliz pelos caminhos que ela mesma escolhe fazer, livre por conhecer a vida e confiar em sua própria sabedoria ditada pela Deusa Mãe. E tantos/as que a condenaram, hoje se dizem xamãs. "É verdade, muitos/as desses/as que aí estão nunca suportaram uma busca da visão por mais de tres noites, reclamavam do frio, dos jejuns...mas o tempo segue seu percurso e o espaço sua rota."
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A história da Água Engarrafada!
Dia 28 de julho de 2010 a Assembléia Geral da ONU declarou o acesso à água potável como Direito Humano Fundamental.
Há um tempo atrás, Annie Leonard, pesquisadora e apresentadora da História das Coisas (Story of Stuff - video disponível no youtube), foi atrás da história do acesso à água. Confira o video abaixo e seja mais um a despertar para fazer com que nossos direitos fundamentais sejam respeitados.
Há um tempo atrás, Annie Leonard, pesquisadora e apresentadora da História das Coisas (Story of Stuff - video disponível no youtube), foi atrás da história do acesso à água. Confira o video abaixo e seja mais um a despertar para fazer com que nossos direitos fundamentais sejam respeitados.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Relato da Jornada ao Peru, junho 2010
A Xamã pede desculpas pelo atraso na atualização do blog. É que a viagem do Peru foi intensa demais e foi necessário alguns dias para elaborar o que foi vivenciado e além disso, tentar traduzir de forma simples e verdadeira o que foi vivido não foi algo muito fácil. Leiam e usufruam dessa indescritível jornada e aí quem sabe, na próxima, você se encoraje a ir também?
Viagem ao Peru - um relato
Primeiro dia - O bairro de Lima, chamado Miraflores, pertinho do mar,acolheu o grupo de 21 pessoas que estavam abertas a se lançarem na jornada mítica de idas a templos pré incas, trilharem caminhos inusitados, se conhecerem mais e comungarem a erva sagrada de Wachuma, a medicina sagrada dos desertos e serras andinas. Um lindo círculo de partilha e no final, a elaboração e construção da oferenda à Pacha Mamma. A sagrada folha da coca era distribuída de forma respeitosa naquela oferenda onde haviam doces, biscoitos, conchas do mar e muitas cores.
Segundo dia - Em Chiclayo, após havermos comungado Wachuma, a medicina sagrada, partimos para conhecer o museu do Sr de Sípan, antiga civilização andina onde a arte, a música, o artesanato em argila e ouro eram referências básicas no dia a dia daquela civilização. Senor de Sípan, o mestre, curandeiro, governante dirigia todo aquele esplendor buscando justiça e paz.Entrávamos cuidadosamente naquele mundo mítico guiados/as pelas mãos dos Xamas, Alba Maria e Vítor Estrada. Dali seguimos para Tucume, as pirâmides que ainda hoje guardam mistérios insondáveis. As realidades paralelas se revelavam em ondas de vida e sons. A Xamã recebe a flor de Wachuma em seu coração, seus olhos vertem lágrimas de amor e compaixão. A gratidão invade o espaço.
Terceiro dia - Nossa caravana segue em sua casa ambulante, um ônibus muito bom, guiado pelos amorosos e competentes condutores, Raul e Ricardo. Pós comungar Wachuma, seguimos para o pequeno povoado de Magdalena de Cao. No percurso encontramos nosso amigo, Régulo, o arqueólogo responsável por uma das maiores descobertas já realizadas nos Andes: o estonteante complexo da Senhora de Cao. À beira mar, tres imponentes pirâmides, formando um triângulo poderoso, outrora utilizado em grandes ritos. Em uma das pirâmides vivia a grande governanta, a primeira governanta mulher de todas as civilizações já encontradas no Peru: a Senhora de Cao. Ali permanecemos durante todo o dia vivendo memórias e revelações, realidades e realidades se sucediam em um interminável desfile de beleza e poder. Ao final do dia, no local preparado para o rito aos quatro elementos, doamos nossa oferenda ao Avô Fogo e em seguida um presente pra Xamã: o cacto de Wachuma mostrava sua primeira flor que se abria qual flor de lótus.
Quarto dia - Seguimos pra Trujillo extasiados/as por tanta beleza que aquelas montanhas nos revelavam. Wachuma continuava seu trabalho de cura e revelação.
Quinto dia - Cedo ainda fizemos um suave círculo de partilha e cada um/a definiu por si o que fazer. Era um de nossos dias livres.
Sexto dia - Pós desjejum, viajamos durante 11 horas rumo a Chavín de Huantar, era ali que havia o poderoso templo de Wachuma.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Carta da Turquia
Primeiro dia – a XamAM andou pela cidade de Konia, entrou em algumas de suas inúmeras mesquitas, sentiu a terna energia daquele povo e finalmente chegou ao museu de Mevlana (que significa homem gentil), Mevlana Rumi, como é conhecido em Konia. O coração da XamAM batia forte quando entrou na antiga mesquita. O som da flauta devocional, a sala onde antigamente os discípulos estudavam ajoelhados o Koran, as tumbas de Mevlana e de sua família, a sala do giro e a antiga mesquita eram verdadeiramente uma magia de um sonho transformado em realidade.
Segundo dia – Seguiu a XamAM para uma visita à cidade de Sille, onde haviam cavernas incrustadas nas rochas, local onde em tempos passados as pessoas moravam e meditavam, viu o artesanato da região e em seguida seguiu para ver algo que a fascinava. A cidade de Ça- talhöyük, descoberta nos anos 90. Uma antiga civilização que tinha a Deusa Mãe como sua Amada. As habitações eram coladas umas às outras, não tinham portas e a entrada era pelos telhados. Para dormir eles entravam em suas construções feitas com barro, mato seco e água, ali também eram enterrados seus mortos. Muitas pinturas rupestres e uma bela estatueta da Deusa feita em argila davam o toque de magia e beleza ao local. A XamAM confirmava mais uma vez dentro dela mesma sua linhagem, a linhagem da Deusa Mãe.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Matrimônio Interior
Alemanha
A natureza nos aguardava com sua beleza e o sol festejava nossa chegada no local: Hellenthal (Eifel), casa de Abrahm, Alemanha. O trabalho iniciou com uma bela dança de lenços formando mandalas e aproximando cada participante de si mesmo e do outro. Em seguida, práticas corporais exercitando a revelação do medo corporal e como relaxar no próprio medo. Logo após um pequeno intervalo, um belo círculo de partilha, estórias e os abraços de boa noite.
Dia seguinte a preparação para o rito do Matrimônio Interior, o significado do verdadeiro matrimônio era profundamente trabalhado, a dualidade tornando-se Unidade. A fogueira, os cânticos, as mandalas, as oferendas... à tardinha, o belo rito fazendo-se. Arroz e milho sendo ofertados aos seres da natureza, o pôr do sol, nossa árvore sagrada que a tudo abençoava. Logo após,nossa cabana da purificação, onde mergulhamos em mundos paralelos, dobras do tempo e da realidade. Por fim, a celebração, com um belo jantar, bolos e sucos.
Nosso último dia, ainda de madrugada, a meditação dos gongos, nossa consciência se ampliava e os sons nos levavam a campos desconhecidos. Em seguida, um maravilhoso desjejum nos esperava, a partilha final em volta da fogueira, o agradecimento ao local, às pessoas. A hora de mergulhar mais uma vez na realidade do cotidiano nos aguardava, agora seria nosso teste na vida, no dia a dia. Teríamos verdadeiramente mergulhado nos campos benditos de nós mesmas/os e feito o link com nossa realidade ou somente teríamos reforçado a dualidade? Só o tempo poderia dizer.
A natureza nos aguardava com sua beleza e o sol festejava nossa chegada no local: Hellenthal (Eifel), casa de Abrahm, Alemanha. O trabalho iniciou com uma bela dança de lenços formando mandalas e aproximando cada participante de si mesmo e do outro. Em seguida, práticas corporais exercitando a revelação do medo corporal e como relaxar no próprio medo. Logo após um pequeno intervalo, um belo círculo de partilha, estórias e os abraços de boa noite.
Nosso último dia, ainda de madrugada, a meditação dos gongos, nossa consciência se ampliava e os sons nos levavam a campos desconhecidos. Em seguida, um maravilhoso desjejum nos esperava, a partilha final em volta da fogueira, o agradecimento ao local, às pessoas. A hora de mergulhar mais uma vez na realidade do cotidiano nos aguardava, agora seria nosso teste na vida, no dia a dia. Teríamos verdadeiramente mergulhado nos campos benditos de nós mesmas/os e feito o link com nossa realidade ou somente teríamos reforçado a dualidade? Só o tempo poderia dizer.
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