quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jovens voluntários

Chegaram novos voluntários em Terra mirim, dessa vez pertencentes a diversos países do mundo, fazem parte de uma organização chamada AIESEC, é muito interessante a proposta que apresentam: colaborar com o movimento das organizações sociais no sentido de resolver questões e problemas que as organizações apresentam. Claro, isto é realizado através dos talentos e competencias que os voluntários apresentam quando dos contatos iniciais. Passam na organização 06 semanas trabalhando intensamente de segunda a sexta feira em um plano de metas definido e supervisionado pela organização receptora.Aqui, coisas pra fazer é o que não falta:organizar melhor nossas páginas na web, sistematizar nosso plano financeiro interno, elaborar planilhas, criar campanhas de doações, enfim...trabalhos bacanas para um mundo melhor.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Plantando Cristais

Pois é, plantamos cristais na velha mangueira que compõe o espaço mítico de Terra Mirim. São 50 anos de vida dessa mangueira, ela não nos dá frutos, mas sombreia e acolhe nossos sonhos. É a árvore dos sonhos, fica lá, quietinha, passamos tantas vezes por ela e na maioria das vezes nem olhamos pra ela, mas ela quieta nos abençoa e protege.A natureza celebrou conosco e os pássaros deram vida ao instante. Avô ar cantou e assobiou baixinho recebendo cristais de outras tribos, lugares distantes do nosso Brasil.Tudo era luz e vida.E nossa canção se fez mais uma vez: "Oh Mãe, oh natureza, ensina-me a sonhar, oh Mãe, oh natureza ensina-me a amar..."

Terra Mirim

São 20 anos de resistencia, de entrega e doação a uma Causa onde o centro é a Mãe Terra.São noites e dias, trabalhando, doando, pensando por um movimento de paz, de verdadeira ecologia, algo que sai de nossa alma, do ventre das pessoas que aqui vivem e daquelas que contribuem mesmo estando distante. Foi uma festa linda, livre, sem patrocínios, portanto livre da obrigação de colocar publicidades gratuitas em nossas camisas, faixas ou qualquer outras peças que nos são exigidas quando recebemos qualquer tipo de colaboração financeira de empresas. Ufa, que bacana, poder cantar, dançar, criar pra amigos/as, pessoas que realmente quiseram estar conosco. E não foram poucas...eram lindas gentes que com olhos brilhantes nos apoiavam em movimentos de intensa explosão de luz.Nossa feijoada vegetariana deu o que falar.Ninguem conseguia comer um prato só, repetidas vezes nos deliciávamos com a comida de nossos anjos da cozinha: Nalvinha e Cris.Gratidão profunda ao povo de Terra mirim, meus/inhas irm/ãs/ãos de tribo, a todos os nossos parentes presentes, povo de outras tribos, gente bacana, que supera a dor e a violencia trabalhando, cantando e tornando a vida leve. Sem bebidas alcóolicas, sem matar animais, sem ferir a verdadeira ética: a espiritual, o compromisso com a Deusa Mãe.

XamAM pensando

 Passei um tempão sem atualizar meu blog. Não, não foi falta de tempo ou qualquer coisa do genero, foi falta de tesão mesmo de escrever pra o blog. Pensava nos tantos escritos que tenho, nas centenas de textos que escrevo, nos livros que escreví e nos tantos que tenho a finalizar.Tudo isso me dava uma canseira doida!E resolvi parar um pouco de escrever de forma geral, só fiquei respondendo as montanhas de emails que diariamente recebo.E aí hoje, no final do mes de maio resolvi voltar aos meus escritos blogais. Digo a voces que esse mes foi cheio de ações que me deixaram de bem pensativa, fiquei comigo e principalmente junto da natureza. Vi tanta coisa! e depois de tanta doidera fiquei vendo que cada vez mais acredito menos na maneira política que nosso status quo está se apresentando. As ações dos nossos gestores políticos em geral são tão absurdas, tão escancaradamente perversas que me pergunto: onde estamos nós? Para onde estamos indo? Em que abismo estamos nos metendo? Vejo meio ambiente degradado, vejo nossas matas sendo literalmente destruídas, caminhões de secretarias de meio ambiente com entulhos sendo irresponsavelmente colocados em vales ainda verdejantes, sufocando as árvores, matando fauna e flora, tratores destruindo, destruindo...ví tudo aquilo e chorei. Dentro de mim uma dor impotente se faz.  Penso em silencio:já denunciei tanto, já fiz tantos movimentos que me sinto cansada em relação a essa violencia institucionalizada.Foi tambem por isto que voltei a escrever, pra me somar com voces, pra pensarmos juntos/as, sonharmos e fortalecermos uma nova rede, de amizade, de paz, de respeito à vida, se é que ainda temos tempo pra fazermos tudo isto.

Novos fazeres

No dia 06 de junho teremos nosso ciclo de Artes Míticas. O primeiro será o rito da Avó Lua aqui em Terra Mirim. A xamã Andiara Leão auxiliada pela buscadora Kunti estão preparando uma beleza de movimento a ser realizado em nosso templo do fogo e na Casa do Sol.Custo financeiro R$60,00.
E nos dias 16 e 17 de junho teremos outros dois eventos míticos tambem de pura beleza. No dia 16, das 09 às 16:00hs teremos "Tecendo Sonhos e Diálogos" onde mulheres vão se reunir  e através do artesanato falarem de suas vidas e de seus corpos, aí estarão ancorando o movimento as Xamãs Alba Maria e Andiara Leão juntamente com as buscadoras Alzira Fonseca e Dania Oliveira.Custo financeiro R$60,00, inclui alimento.
No dia 17, às 15:00hs teremos a inauguração oficial de nosso teatro/casa das artes com a peça "Leão Yollo e a Lua Lunática" de autoria da Xamã Alba Maria, dirigida pelo criador do Teatro da Solidão Solidária e secretário de turismo de Camaçari, Ivanildo Antonio, um amigo meu, pernambucano muito especial, de Arco Verde.Sem custo financeiro.Convidamos voces todos/as para compor esse movimento revolucionário, o da arte de se conhecer através dos mitos que permeiam nosso imaginário.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Alba Maria em ação na Itália, congresso de Xamãs de todo o mundo, IL RISVEGLIO DELL' ANIMA. Aconteceu em 2010, uma passagem marcante.


postado por Maria Izabel.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Perdendo intimidades


Pois então...pensei, meditei e escrevo agora um pouco de minhas reflexões. Da velocidade de nossas vidas, do tempo que consome Ele mesmo a cada instante, insaciável, com uma pressa que me deixa tonta. Criamos uma roda viva que quase não nos deixa pensar, não nos permite cuidar de nós, me parece que perdemos a intimidade com nossos corpos, nossas células e com nosso próprio desejo. Sabemos do outro, da vida do outro, da necessidade do outro, mas de nós mesmos/as o que sabemos? Quando algo fala mais forte em nós, sentimos medo e corremos em busca de um outro esperando tal qual um paciente impaciente que nosso caminho seja traçado por aquele espelho humano que diante de nós nunca nos viu, nunca olhou dentro de nosso olhos e percebeu a beleza escondida em nosso coração. Ele, que espantado diante do desconhecido também não se conhece, nem tampouco nos conhece. Desconhecidos tentando se compreender. E o papel vem como uma salvação. Nome, endereço, família, estudo...nos sentimos seguros/as, ele, o inconhecido e nós.Que pena que não possamos dizer de nossa dor maior, pena que não possamos chorar juntos/as o ato do desconhecimento de nossa alma, essa fibra poderosa que por estarmos distante dela e não a conhecermos, provoca a angustiante solidão que nos leva a falencia pessoal , a falencia do diálogo verdadeiro com nossas células.
E assim continuamos sendo consumidos/as pelo tempo implacável ou, para que tudo possa estar aquietado em nós, prometemos a nós mesmos/as e na maioria das vezes não cumprimos, que no dia seguinte tomaremos as devidas providencias para que possamos ao menos nos apresentar.Diante da natureza me apresento, Eu e eu, o/a outro/a de mim.

Cidadania e Política verdadeiras

Estamos realizando com muita garra o projeto Cidade Justa. Em parceria com a Associação Cidade da Criança, daqui de Simões Filho resolvemos nos lançar ao desafio da parceria, mas também ao desafio de reunir jovens que tenham senso crítico e comprometimento a fim de fornecermos a eles ferramentas pra que possam pensar nosso município. Que município queremos? O que nos mobiliza a ponto de querermos nos mudar desse local? Que notícias são propagadas pela mídia que nos causa constrangimentos? Essas e outras questões estão sendo debatidas na tentativa de criar um novo modelo de pensar e de agir em nossa cidade. Esse município que já foi conhecido como Água Comprida por acolher dentro de suas terras um dos grandes mananciais de nosso Estado precisa de novo brilhar e mostrar com coragem seus/uas jovens talentos despontando, crescendo e se fazendo os/as futuros/as gestores/as de nossa cidade.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bate-papo com a XamAM

Quer saber mais sobre o Xamanismo, Terra Mirim e a XamAM? 
Aproveita o link abaixo, tá beleza!





sexta-feira, 30 de março de 2012

Serra da Capivara, Piauí

Lá dentro daquele mundo misterioso, daquele anel de serras repousa a lendária caatinga mesclada a refrescantes entornos de mata atlântica…Serra da Capivara, em S. Raimundo Nonato, no Piauí. Na entrada um bando de caetitu nos mostrava a forma hierarquizada de viver, pássaros exóticos cantavam e a gralha ecoava seu canto. Antes havíamos passado por uma caverna e o ventre da Mãe Terra se mostrava pleno das raízes indomáveis da gameleira que em busca de água não vê impedimentos, fura pedras, rasga a terra e segue em busca do líquido precioso da vida, só sossega quando repousa seus pés seguros na meta que almeja. Depois passamos pelo umbuzeiro, que também descobre a água e a armazena em suas raízes, "ele é capaz de armazenar 2000 litros de água" nos disse o guia Rafael com segurança e conhecimento de causa. Meditei ali sentada nas pedras pontiagudas, procurei sentir e beber da sabedoria do local, orei por mim, orei por nós, seres que povoam a terra e pude escutar o silencio da Deusa que repousava.Dali seguimos para o Parque da Serra da Capivara. Depois que fomos recebidos no local, adentramos os caminhos bem cuidados do parque e pouco a pouco as riquezas iam sendo reveladas. Paisagem estonteante de beleza e de mistérios! e o maior de todos pra mim era ver que os primeiros humanos aqui chegados, em nosso Brasil datavam de 100.000 anos! Na verdade aquele conhecimento que os primeiros humanos aqui chegados vinham pelo estreito de Bering e vieram da Sibéria, era tudo falácia. Eles vieram da África e vieram em busca de melhores condições de vida, aqui era um verdadeiro paraíso, com uma fauna e flora exuberantes. Haviam mamutes, lhamas, pássaros enormes, animais gigantes…e o mais belo de tudo era ver as inscrições rupestres gravadas nas paredes das monumentais pedras, cenas de caça, de sexo, de ritos, de dança, de luta…tudo ali gravado pra nos fazer recordar de um povo que amava a natureza e celebrava a vida.

Nordeste, nordestina

Viajando até o Piauí e vendo as paisagens nordestinas, o sangue correndo pulsando em minhas veias me lembrava minha origem alagoana. O xique xique, mandacaru, umburana, angico,umbu cajá mostravam sua força e beleza. E eu sentia e via que para ali estar plantado precisava ter fé e muita coragem. Enfrentar o calor escaldante, ver os rios secarem, ver a água passar lá encima no céu nublado, mas não cair. Só sendo simples no trato e poeta que vê a beleza em cada recanto da Mãe Terra, no solo temperado do barro vermelho. Caminhamos, eu e meu companheiro, nos recantos de Juazeiro, Petrolina, Remanso, S. Raimundo Nonato, Oeiras até chegar a Teresina. Por entre estas paragens fomos encontrando pessoas lindas, com um sorriso no rosto e um gosto de bom dia na face. E dentre essas pessoas, conhecemos um homem, Sr. Abel, que produz cajuina, uma deliciosa bebida local, que as grandes empresas ainda não usurparam. E ele começou a contar um pouco de sua história, do nome da cajuina Zé do Cícero," …nome de meu pai, foi ele que plantou todos esses cajus por aqui, o povo dizia que ela era doido, que ali não dava caju. Eu fiquei com ele, todos meus irmãos foram embora e depois eu aprendi a fazer essa bebida e hoje criei meus filhos tudo com esse ganho. Meus filhos estão tudo na universidade. Sinto pelo meu pai não ter visto nada disso, ele que começou tudo, aí botei o nome em homenagem a ele." Nesse momento uma pausa, o olho vermelho, e aí me dei conta que eu estava chorando e ele também. Era uma alegria que brotava de dentro de mim, ver um nordestino com sua terrinha, sendo livre, podendo viver daquilo que plantava, sem dever nada a ninguém. Olhei pra terra que mesmo seca cuidava dos filhos por ela abençoados e pude sentir paz e gratidão. "Vamo lá em casa gente, tomar cajuina" ele e a mulher nos convidaram. E  seguimos com eles pra sentar na porta e refrescar o corpo com a saborosa bebida.Doces memórias me chegavam naquele momento de meu pai, quando vivo, agricultor e de minha mãe, viva ainda, cuidadora da casa e dos filhos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rito de Wachuma

Cientificamente conhecido como Trichocereus Pachanoi, é uma das plantas mais antigas da América do Sul. A prova mais antiga de seu uso remonta ao ano de 1.200 a.C. Saber de si através da expansão da conciencia e não da perda da consciencia, é uma das grandes diferenças entre as plantas de poder e as ervas que viciam  e que alienam o sujeito. É preciso ter o coração puro e querer de verdade tocar seu interior, sua origem de luz e de paz. Para esse encontro a XamAM fará o rito de Wachuma no próximo dia 17, sábado. As vagas são rigorosamente limitadas e o tema será Realidades Paralelas II. 

Rito da Lua Cheia - Passagem e Paz

Dia 10 passado realizamos o rito da Lua Cheia, uma beleza de vida e de força. As xamãs cantavam pra Avó Lua e os tambores ecoavam nossos mantras de amor e cura. A avó no céu parecia se derramar em suavidades prateadas e até os pássaros da noite faziam suas canções de bem aventurança. Bendito raio que nos faz viver, bendita luz que nos faz amar. E a XamAM em sua casa cantava baixinho seguindo a letra das canções que ela mesma criou. Agora já eram outras xamãs, formadas por ela mesma, que brilhavam nos ritos, que vibravam em poder e magia. Bendito seja o aprendizado que permite a passagem e sabe a hora de se retirar.