Noite da lua negra se fez o rito. O tema foi Realidades Paralelas, tempo dentro do Tempo. A tribo mergulhou em um infinito de imagens e memórias onde a existência dizia sim ao desenrolar dos segundos. A dança na madrugada, as estrelas brilhando e o milharal crescendo prateado. Cânticos, tambores e maracas tocavam o som da vida e Wachuma reinava tranquilo e acolhedor. Éramos santos/as, deuses, orixás, anjos e luz, muita Luz naquele círculo de paz e ternura. Nossos sintomas iam se desvelando e dentro de cada um/a, as células falavam e revelavam o que a mente sozinha jamais alcançaria. Na madrugada seguinte, a partilha na fogueira, um momento mágico onde pássaros anunciavam o amanhecer que semelhante ao entardecer nos fazia ver que a linha do tempo é uma, apenas uma e completando o cenário mágico pingos de chuva vinham nos abençoar e concluir o rito.E viva a medicina do deserto!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
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